Bicicletada carioca de maio

Alguns dias atrás estava numa rua estreita a caminho de Copacabana. Com carros estacionados de um lado, só havia espaço para um veículo passar por vez. Vi pelo retrovisor da bicicleta que um táxi se aproximava. Se ele me ultrapassasse certamente o faria desrespeitando o artigo 201 do CTB (aquele que fala sobre guardar uma distância lateral de 1,5m ao ultrapassar uma bicicleta). Fui um pouco mais para o meio da pista e sinalizei para ele esperar. Em menos de cem metros acabava a fila de carros estacionados e haveria espaço suficiente para ele continuar.

O motorista me ignorou completamente e avançou com o carro. Passou próximo a bicicleta no pouco espaço que restava da pista. Eu ia devagar, uns 20km/h, ele também passou devagar. Não era um desses motoristas agressivos que não se importam em ameaçar a vida de um ciclista só para chegar alguns segundos mais rápido no próximo sinal fechado. Enquanto me ultrapassava disse: “isso daqui não é ciclovia”. Acredito que ele fez isso por falta de informação, por desconhecer o código. Queria me informar de que eu estava no lugar errado.

Agradeço esse motorista. Ele me lembrou porque há mais de seis anos considero importante participar da Bicicletada. Enquanto o poder público não cumpre seu papel de educar para um trânsito mais humano, ciclistas (e usuários de outros os meios de transporte não motorizados) se encontram todos os meses para lembrar a sociedade que lugar de bicicleta é na rua. E esse mês tem mais uma:

Arte por Luise Fuchsloch

Para quem mora na Zona Sul, vai rolar um bonde (nunca entendi porque chamamos de bonde um grupo de ciclistas que se encontra para ir junto à Bicicletada). Nos encontramos às 18h e saímos às 18:15h do Largo Almirante Índio do Brasil (a pracinha da Rua São Clemente com a Praia de Botafogo).

Em tempo, tentei responder ao motorista. Gritei que pelo CTB ciclistas podem circular na rua e tem preferência sobre os veículos motorizados. Que ele estava errado. Não sei se ouviu. Quem sabe na próxima Bicicletada não terei a oportunidade de entregar um panfleto como esse daqui para ele.

FLISOL 2011 Rio de Janeiro

Reproduzo abaixo o texto de divulgação do FLISOL 2011 Rio de Janeiro (para uma versão atualizada veja http://softwarelivre-rj.org/flisol2011/)

No próximo dia 9 de abril vai acontecer na UNIRIO – URCA a edição carioca do maior evento de divulgação de software livre da América Latina: o FLISOL (Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre).

O FLISOL2011 RJ é organizado pelo SoftwareLivre-RJ.org, trazendo voluntários para realizar instalações de Software Livre nos computadores dos visitantes do FLISOL2011.

A participação no FLISOL2011 é totalmente gratuita e aberta à comunidade. Durante todo o dia você poderá levar seu computador para que nossos técnicos instalem diversos softwares livres de forma gratuita e segura! Além disso, teremos uma excelente programação, com palestras e minicursos, para você não apenas conhecer, mas também aprender a utilizar os programas que estão revolucionando a informática no mundo todo.

Estaremos com 2 grandes salas com capacidade para 70 pessoas cada sala.

Teremos 5 mini-salas com os seguintes eventos:

  • Apache Meet (Meet da Fundação Apache).
  • Debate sobre Pirataria, Copyleft, Produção Livre e etc…
  • Workshop de Computação Gráfica.
  • Workshop de Arduino (com a ArduInRio).
  • Install Fest
  • Debate sobre Cultura.
  • e mais algumas novidades…

Teremos 16 palestras com membros das seguintes Comunidades de Software e Hardware Livre e afins do Rio de Janeiro:

  • PHP Rio
  • RubyOnRio
  • ArduInRio
  • AndroidInRio
  • BeagleboardInRio
  • ForkInRio
  • PythOnRio
  • #horaextra
  • Rio Perl Monges
  • DojoRio
  • Coding40Graus
  • RioSDI

Sobre os serviços oferecidos pelo FLISOL2011:

  1. O FLISOL2011 é um evento que irá realizar a instalação de Software Livre, bem como lhe fornecer indicações de como e onde obter mais informações e suporte. Para participar das instalações basta comparecer no local do evento, ler e concordar com todos os itens do Termo de Responsabilidade (disponível no site do evento) – e levar o seu microcomputador até o local do evento indicado no parágrafo abaixo.
  2. O interessado compromete-se a fazer uma cópia de todos os seus dados que estão no seu computador. A organização do FLISOL2011 não se responsabiliza pelo armazenamento de arquivos no computador e não efetuará back-up para os participantes.
  3. Caso não seja possível efetuar a instalação dentro do horário estipulado para o evento ou por problemas técnicos, o evento não estará obrigado a efetuá-las.
  4. O FLISOL2011 somente instalará Software Livre em 1 (uma) máquina por pessoa.

Local: UNIRIO – URCA
Quando? 9 de Abril de 2011.
Quanto? de graça!
Site: http://flisol.softwarelivre-rj.org
Programação do evento: http://softwarelivre-rj.org/flisol2011/programacao.php
Material para divulgação (este flyer): http://softwarelivre-rj.org/flisol2011/divulgacao.pdf
A quem se destina? Estudantes, professores, empresários, empreendedores, piratas, hackers, nerds, geeks, artistas, webmasters, médicos, diagramadores, produtores de mídia visual e fonética, analistas de segurança, programadores e militantes de sistemas e hardware livres.

Vídeo e fotos da Bicicletada extraordinária do Rio de Janeiro

Assim como em várias outras cidades do Brasil (e algumas de outros países da América do Sul como Argentina e Chile), na semana passada cerca de 200 ciclistas participaram de uma Bicicletada no Rio de Janeiro em solidariedade aos ciclistas atropelados em Porto Alegre.

Abaixo um vídeo simples que fiz para registrar a manifestação e também algumas fotos.

Atualização 07/07/2011: o Ed Sartori fez um outro vídeo que segue abaixo.

Bicicletada carioca em apoio aos ciclistas de Porto Alegre

Arte por Luiza Ghoul
Arte por Luiza Ghoul

Na última sexta-feira, dia 25/02/2011, um carro atropelou intencionalmente diversos ciclistas que participavam da Bicicletada de Porto Alegre. Como se não bastasse a esquizofrenia do acontecimento em si, a mídia corporativa trata o ocorrido como um acidente. Justificam ou amenizam a atitude do motorista reproduzindo a lógica de que as bicicletas estavam atrapalhando o trânsito (ignorando, como define o CTB, que a bicicleta é um meio de transporte e que deve andar nas ruas).

Bicicletadas (ou Massas Críticas, dois nomes, o mesmo movimento) irão ocorrer essa semana em diversas cidades brasileiras em solidariedade aos ciclistas de Porto Alegre e principalmente para mostrar nossa indignação com a impunidade dos crimes de trânsito no Brasil. Hoje será em São Paulo, amanhã em Porto Alegre e quarta no Rio (mais informações abaixo) e em Curitiba.

Atualização 01/03/2011: Além das cidades que citei acima, hoje também tem Bicicletada em Belo Horizonte e Buenos Aires (os porteños vão pedalar até a embaixada brasileira).

Vamos para as ruas mostrar nossa indignação com: (lista copiada do http://vadebike.org)

Bicicletada de apoio aos ciclistas de Porto Alegre

Quarta-feira 02/03, a partir das 18h na Cinelândia em frente ao Odeon.

Venha de bicicleta, a pé, skate, patins, cadeira de rodas: somos todos um.

Se puder, use uma camiseta branca. Leve paz de espírito e seu sorriso.

Sugerimos trazer flores para distribuir aos motoristas e cartazes ou faixas pedindo justiça e atenção das autoridades para o caso e para a violência e falta de respeito ao ciclista no trânsito.

Não podemos deixar que esse assassino fique impune, não se pode abrir precedente para que esse crime seja repetido!

Algumas fotos da Bicicletada carioca de fevereiro

Ok, não sou exatamente um bom fotografo mas resolvi publicar as fotos abaixo para registrar a Bicicletada carioca de fevereiro. Essa foi uma das edições com maior número de participantes, 17 ciclistas. Em agosto de 2007 foram 18 (fotos no site da Transporte Ativo).

A Bicicletada no Rio acontece toda última sexta-feira do mês. A concentração é na Cinelândia em frente ao Cine Odeon a partir das 18h30. Às 19h30 saímos para pedalar. O trajeto é sempre decidido na hora. Para mais informações http://bicicletada.org/riodejaneiro e http://bicicletadario.wordpress.com/.

Como instalar e configurar a impressora multifuncional HP d110a no Ubuntu

Atualização 21/08/2011: muita gente tem comentado nesse post relatando problemas para configurar essa impressora no Windows. Só para esclarecer uso Linux e a d110a funciona perfeitamente nele (tanto USB quanto wireless). Não tenho Windows então não tenho como ajudar quem usa esse sistema operacional.

Sou usuário de Linux, mais especificamente do Ubuntu, há muitos anos. Na minha experiência um dos principais problemas é na hora de instalar uma nova placa ou periférico. Nem sempre existe suporte para Linux e mesmo quando existe a instalação muitas vezes não é simples ou o suporte é parcial (vale notar que isso ocorre porque os fabricantes não desenvolvem drivers para o Linux ou drivers de código aberto e não por um problema do Linux em si).

Resolvi escrever esse post pois comprei uma impressora multifuncional HP d110a essa semana e fiquei impressionado com a simplicidade de sua instalação e configuração. Não foi necessário instalar nenhum driver, baixar alguma coisa da internet, usar algum CDROM. Isso graças ao hplip, um software livre desenvolvido pela própria HP para suportar as impressoras e multifuncionais no Linux. Veja a lista de modelos suportados pelo hplip.

Apesar desse post ser sobre a d110a, imagino que o procedimento seja o mesmo ou muito semelhante para praticamente todos os modelos da HP.

Instalação da HP d110a no Ubuntu

Os próximos passos assumem que a impressora está ligada e está conectada na mesma rede sem fio que o computador rodando Ubuntu. Não testei a configuração da impressora usando um cabo USB, mas os procedimentos devem ser muito parecidos.

  1. No menu Sistema -> Administração -> Impressão clique no botão “Adicionar”
  2. Expanda o item “Impressora de rede” e a sua impressora deve aparecer listada como “HP Photosmart D110”. Se a impressora não aparecer selecione “Localizar impressora de rede” e depois clique no botão “Localizar”.Tela de busca de impressora de rede
  3. Selecione “HP Photosmart D110” e clique em “Avançar”. Na tela seguinte coloque um nome para sua impressora ou então use o nome padrão. Clique em “Aplicar”.
  4. Pronto a impressora está instalada. Se quiser pode optar por imprimir uma página de teste. Na sequência você deve ver a tela abaixo.Tela já com a impressora instalada
  5. Para ter acesso aos nível de tinta de cada um dos cartuchos pelo Ubuntu (é possível ver essa informação diretamente na impressora), instale o pacote hplip-gui e vá em Sistema -> Preferências -> HPLIP Toolbox. Com esse software é possível também alterar várias configurações da impressora.Nível de tinta dos cartuchos da d110a

Configurando o scanner

Após realizar os passos acima. Não é necessário nenhuma configuração adicional para usar o scanner. Vá em Aplicativos -> Gráficos -> Digitalizador simples e digitalize o que quiser. Abaixo uma imagem do Digitalizador simples depois de digitalizar a página de teste do Ubuntu que foi impressa usando a própria impressora.

Usando o scanner da d110a

Kit gambiarra para viagens de bicicleta

Estou acompanhando apenas virtualmente a prepação do pessoal do CicloVeg. Eles vão pedalar até a Bolívia para participar do 2º Encontro de Libertação Animal. Numa cicloviagem não pode faltar no alforge ferramentas para manutenção da bicicleta e nesse momento eles estão discutindo exatamente o que levar.

Nas viagens que fiz além destas costumo carregar também o que chamo de “kit gambiarra”. Alguns itens que considero fundamentais para ajudar a resolver o imprevisto.

Segue abaixo uma lista que elaborei trocando uns e-mails com o Rafael, parceiro de cicloviagens e que até onde lembro é o “criador” do kit gambiarra. Foi tudo meio rápido como o pessoal do CicloVeg parte em mais ou menos duas semanas. Pode ser que esteja faltando algo que costumo levar. Sugestões são bem-vindas.

  • Abraçadeiras tamanhos diversos (preferência às menores)
  • Alicate meia cana
  • Arames espessuras diversas (preferência aos mais grossos)
  • Canivete
  • Pedaços de garrafa pet ou embalagens de power bar
  • Parafusos e porcas diversos (que sejam usados na bicicleta)
  • Pedaços de câmara de bike
  • Silver tape

O porque de cada item

Abraçadeiras: para conseguir prender de volta alguma coisa que possa soltar da bicicleta ou outras improvisações.

Alicate meia cana: para cortar o arame, puxar ou apertar alguma coisa na bicicleta. Se peso for uma preocupação talvez esse item possa ser cortado. Canivetes maiores tem um alicate pequeno e dá para cortar arame com um pouco de paciência na mão.

Arames: dá para improvisar muita coisa com um pouco de arame. Veja abaixo um relato de quando o meu bagageiro arrebentou e “reconstruí” ele com arame.

Canivete: é um item fundamental, não só para um kit gambiarra.

Pedaços de garrafa pet ou embalagens de power bar: já ouvi mais de um relato de que se um pneu estoura dá para “remendar” ele com embalagens de power bar (ou qualquer outro tipo de embalagem parecida) ou então garrafas pet ou então qualquer outra coisa parecida. Nunca estourei um pneu então nunca testei isso. Mas costumo levar garrafas pet com água (além das caramanholas) que poderia cortar caso precise remendar um pneu.

Parafusos e porcas diversos: já aconteceu comigo de perder a porca que prende o bagageiro no quadro enquanto pedalava. Provavelmente depois de um tempo na estrada a porca foi se soltando e eu não percebi (é uma boa prática de tempos em tempos revisar os parafusos e porcas da bicicleta pois alguns vão se soltando durante a viagem). É óbvio que não adianta levar tamanhos que não tenham utilidade na bicicleta. Na medida do possível é legal padronizar as bicicletas para ter que carregar o menor número possível de peças reserva e ferramentas.

Pedaços de câmara: também pode ser usado para prender coisas, fazer remendos etc.

Silver tape: mais ou menos a mesma coisa que o canivete. Talvez dê até para usar umas camadas de silver tape para cobrir um furo no pneu.

Um exemplo

No meio da viagem que fiz entre a Chapada dos Veadeiros e a Chapada Diamantina, entre Chapada Gaúcha e Januária, já no fim de um dia longo de pedal, cansado, senti por um segundo a bicicleta extremamente leve e no segundo seguinte travada no chão. A parte do bagageiro que prende no quadro próximo ao canote arrebentou, o bagageiro girou e caiu com alforge e tudo no chão (o bagageiro que estava usando definitivamente não é o mais recomendado para cicloturismo).

Bagageiro no chão com os alforges
Bagageiro no chão com os alforges
Bagageiro no chão sem os alforges
Bagageiro no chão sem os alforges

Já era fim do dia, optamos por acampar na beira da estrada mesmo e deixar para pensar no problema depois. Na manhã seguinte, com arame conseguimos prender de novo o bagageiro no quadro da bicicleta, o suficiente para seguir uns 20km até a vila mais próxima onde ele foi soldado. Na cidade seguinte troquei o bagageiro por um mais robusto.

O resultado da gambiarra
O resultado da gambiarra
Soldando o bagageiro
Soldando o bagageiro

Ser da Terra: documentário sobre os produtores do SerOrgânico

No último domingo fui no almoço de fim de ano da Rede Ecológica, grupo de consumo de produtos orgânicos do qual faço parte. O restaurante vegetariano Metamorfose (que é consumidor e produtor da Rede) cedeu o espaço para o encontro.

Após a comilança, a estréia do documentário Ser da Terra, feito por Cecília Lang, que conta um pouco da história do SerOrgânico (Grupo de Produtores Orgânicos de Seropédica) e a sua relação com a Rede Ecológica. Dentre as muitas reflexões interessantes apresentadas pelo vídeo, destaco a importância social do MST e como o comércio justo, mesmo que em pequena escala como é o caso da Rede, pode impactar de maneira positiva a vida de consumidores e produtores.

Segue abaixo o vídeo na integra:

Como ajudar a traduzir o Tiki

Nesse post vou descrever como contribuir com a tradução do Tiki para o português. “O Tiki é um software livre (LGPL) para gerenciamento de conteúdo através da Web, possibilitando a criação de websites e portais na Internet e também em intranets.” (Wikipédia).

Contribuir com a tradução de um projeto de código aberto é uma das maneiras mais simples de ajudar a comunidade. No caso do Tiki existem duas formas, ambas são descritas abaixo.

A primeira consiste em editar um arquivo PHP com todas as strings. Requer na maioria dos casos um pouco mais de conhecimento técnico, mas é a mais completa. A outra opção é utilizar o sistema de tradução interativa, onde o usuário traduz o software enquanto navega pelo mesmo no browser. É a opção mais simples porém tem algumas limitações.

Nesse post vou detalhar a tradução utilizando a interface do Tiki. Vou apenas comentar brevemente os passos necessários para traduzir editando o arquivo PHP porém estou a disposição para dar mais esclarecimentos caso alguém, como eu, prefira esse caminho.

Usando a interface de tradução interativa

O recurso de tradução interativa existe a algum tempo no Tiki, porém na versão 5.0 ele foi reformulado e melhorado. Esse recurso permite que o usuário faça tradução enquanto navega por um site rodando o software. Com ele habilitado, quando você clica em algum campo de texto uma caixa aparece para que a tradução seja feita.

As traduções feitas com a tradução interativa são guardadas na base de dados e não no arquivo language.php que é o arquivo distribuído junto com o pacote de instalação do Tiki (existe um arquivo desse para cada idioma). Recentemente (para a versão 6.0 que deve sair mês que vem) adicionei um novo recurso ao software para exportar as traduções guardadas na base de dados para o arquivo language.php correspondente. Com isso, a comunidade criou o site http://i18n.tiki.org que é basicamente uma instalação do Tiki com o recurso tradução interativa habilitado para qualquer pessoa que quiser ajudar na tradução possa fazê-lo sem se preocupar em ter que instalar uma versão local do software.

De tempos em tempos alguém da comunidade verifica o que foi traduzido no site, exporta para o arquivo language.php corresponde e envia para o repositório SVN para que as traduções sejam incorporadas na próxima versão do software.

Segue abaixo o passo a passo para usar a tradução interativa dentro do i18n.tiki.org. Se você quiser usar o recurso na sua própria instalação do Tiki veja como habilitá-lo no seguinte link http://doc.tiki.org/Interactive+translation (em inglês).

  1. Crie um usuário no site i18n.tiki.org: http://i18n.tikiwiki.org/tiki-register.php
  2. Entre em contato diretamente comigo ou com algum outro administrador do site pela lista de desenvolvimento, informe o usuário e peça para ganhar permissão para usar o recurso de tradução interativa.
  3. Entre com seu usuário no site http://i18n.tiki.org
  4. Use o módulo “Site language” (“Idioma do site”) para selecionar o idioma para o qual deseja traduzir. O módulo é o segundo na coluna da direita.
  5. Entre na página “Editar idiomas”: no menu da esquerda, selecione a opção “Editar idiomas” da seção “Administrar” ou diretamente http://i18n.tikiwiki.org/tiki-edit_languages.php) e clique no botão “Ligar modo de tradução interativa” (“Toggle interactive translation on”). Atenção: Não confudir a página “Editar idiomas” com a página “Idiomas” (tiki-admin.php?page=i18n) que pode ser acessada através do painel de administração.
  6. Uma barra azul será exibida no topo do site. Essa barra é utilizada para habilitar e desabilitar o uso da tradução interativa.
  7. Navegue até a página que deseja traduzir algum conteúdo e clique no checkbox “Tradução interativa” (para poder navegar novamente pelo site você precisa deselecionar esse checkbox).
  8. Clique na frase que deseja traduzir. Uma janela será exibida com as frases relacionadas (veja a imagem).
  9. Modifique a frase e clique em “Salvar tradução”. As mudanças que você fez somente aparecerão depois que você recarregar a página. É comum aparecer na tela algumas frases não relacionadas diretamente com a clicada, em geral os resultados mais significativos estão no topo.

Editando diretamente o arquivo language.php

Conforme comentei anteriormente editar diretamente o language.php demanda um pouco mais de conhecimento técnico. É necessário baixar uma cópia do Tiki para sua máquina e instalá-lo. Visite os dois links abaixo para saber como fazer isso.

http://dev.tiki.org/Get+code

http://doc.tiki.org/Installation

Com o Tiki instalado, edite o arquivo corresponde ao idioma que deseja traduzir. No caso do português o arquivo é o lang/pt-br/language.php. Esse arquivo nada mais é que um grande array PHP. A chave do array é a frase em inglês e o valor é a tradução.

Frases que ainda não foram traduzidas possuem um comentário de código no começo da linha (//). Para que a tradução seja reconhecida pelo Tiki é necessário remover o comentário (as duas barras).

Se busca alguma frase que não aparece no arquivo é porque ele está desatualizado. Para atualizá-lo é necessário rodar o script get_strings.php com o idioma em questão como parâmetro. Como exemplo, segue a página que preciso abrir no browser:

http://localhost/tiki/get_strings.php?lang=pt-br

Após realizar as traduções você pode enviar-las para o repositório central usando o SVN. Para isso é necessário solicitar uma conta de desenvolvedor (qualquer um que pede ganha). Veja http://dev.tiki.org/DevTips (em inglês).

Para mais informações sobre como traduzir através do arquivo language.php veja http://doc.tiki.org/Interface+translation#General_process